“Nossa luta é para que ele vá a júri popular”,diz Dalledone sobre caminhoneiro que causou a morte de seis pessoas

   

 

A justiça do Paraná decidiu indiciar, por homicídio qualificado por motivo torpe, o caminhoneiro acusado de causar um acidente que  provocou a morte de seis pessoas , em maio do no ano passado, na BR -277, na região de Balsa Nova, na Grande Curitiba. A decisão foi proferida pelo juiz Marco Antônio de Araujo, que acolheu a denúncia feita pelo Ministério Público do Paraná.

De acordo com Claudio Dalledone Junior, advogado da família das vítimas do acidente, a denúncia do Ministério Público se baseou no laudo da perícia que apontou a indiferença na manutenção do caminhão e  pelo eventual resultado que a ação dele pudesse gerar. “Era um veículo que não oferecia as menores condições de segurança para estar trafegando. Foi detectado na perícia que os freios do segundo eixo não funcionavam, estavam inoperantes, foram “desligados” propositalmente de forma a reduzir os custos de manutenção do caminhão. No entanto, essa manobra dolosa para economizar e lucrar sobrecarregou o sistema de freios e custou a vida de seis pessoas”, disse Dalledone.


Júri Popular 

Em entrevista a Rede Globo, Claudio Dalledone disse que agora a expectativa é de que o acusado vá a júri popular. “É a nossa luta, para que ele seja julgado pelo Tribunal Popular por essas mortes”, decretou o advogado.

Relembre o caso 

O acidente aconteceu no início da tarde do dia 25 de maio de 2017, na BR-277, na altura do quilômetro 124 na pista  sentido Curitiba, em Balsa Nova, Região Metropolitana de Curitiba. Três caminhões e quatro automóveis foram envolvidos no acidente. Seis pessoas, duas ocupantes de uma Land Rover, duas ocupantes de um Escort SW e outras duas ocupantes de um Gol morreram na hora. Outras quatro pessoas ficaram gravemente feridas e foram encaminhadas a hospitais de referência.

O trecho onde ocorreu o acidente é em descida e a Polícia Civil de Campo Largo  apurou que o motorista que provocou o acidente tinha por hábito trafegar acima da média de velocidade permitida. A perícia mostrou que o caminhoneiro não trocava os discos do tacógrafo, equipamento que registra a velocidade média do caminhão, mas, por meio de resgate de dados anteriores, pode concluir que o acusado dirigia acima de média de 80km/h, o permitido por lei. Além da alta velocidade no trecho, a inoperância de parte do sistema de freios do caminhão fundamentou os elementos para que o acidente fosse provocado. “Seis pessoas morreram nesse acidente, seis vidas foram perdidas por um ato criminoso de um motorista que dolosamente manipulou o sistema de frenagem com o objetivo claro de obter lucro, economizando na manutenção dos freios e ganhando tempo e dinheiro ao trafegar em alta velocidade”, concluiu Dalledone.

 

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