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“Eu fui e posso investigar”, diz Recalcatti.

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“Eu fui e posso investigar”, diz Recalcatti sobre operação em Rio Branco do Sul

 

 

O delegado Rubens Recalcatti, chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), disse, depois de ser solto na tarde desta segunda-feira (19), que o regulamento da Polícia Civil permite que delegados participem de qualquer operação.

A declaração foi uma resposta à acusação de que ele participou da operação para executar Ricardo Geffer, suposto assassino do ex-prefeito de Rio Branco do Sul – primo do delegado.

Recalcatti conseguiu um habeas corpus, concedido pelo juiz Benjamim Acácio de Moura e Costa, e foi solto na tarde desta segunda. Ele, outros sete policiais civis, e um homem apontado como informante, foram presos na Operação Aquiles. do Ministério Público (MP).

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o delegado e a equipe teriam ido a Rio Branco do Sul para executar Ricardo Geffer. De acordo com a defesa, Geffer chegou ao hospital com vida, o que seria uma prova de que ele não foi executado. Veja o laudo da necropsia de Ricardo Geffer e o diagrama de lesões.

 

Recalcatti garante que estava lá para dar “apoio à operação”.

 

 

O Gaeco questiona a presença de Recalcatti em uma operação que não era investigada pela delegacia que ele comandava.

 

Recalcattti chamou a operação do Gaeco de “midiática”.

 

O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil do Paraná (Adepol), João Ricardo Képes Noronha, afirma que um dos principais argumentos para a prisão de Recalcatti não tem fundamento legal. Ele defende que a participação do delegado era permitida pelo regulamento.

 

 

Caso

O delegado Rubens Recalcatti foi preso na terça-feira da semana passada em uma operação do Gaeco. Outros sete mandados de prisão contra policiais civis também foram cumpridos. A acusação é de homicídio qualificado, por conta de um suposto confronto envolvendo a Polícia Civil e um suspeito de homicídio, em abril deste ano. A situação terminou com a morte de Ricardo Geffer, de 20 anos.

Ele era considerado suspeito de ter assassinado o ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu – conhecido como João da Brascal, e um amigo dele, que seria parente do delegado Recalcatti.

O crime aconteceu no dia 13 de abril deste ano. Quinze dias depois, o “confronto”. A versão oficial da polícia foi a de que houve um tiroteio assim que os agentes chegaram a chácara do suspeito. Já os depoimentos de testemunhas apontam para uma execução, segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti.

As armas dos policiais foram recolhidas e devem passar por perícia. Na casa do delegado Recalcatti, um revólver calibre 38, sem registro, foi encontrado e apreendido.

Por meio de nota, a Polícia Civil informa que já realizava a investigação deste caso. Além disso, afirma que “vai acompanhar a conclusão da operação para colaborar com o que for necessário para o esclarecimento completo dos fatos”.

FONTE: http://www.paranaportal.com.br/blog/2015/10/19/eu-fui-e-posso-investigar-diz-recalcatti-sobre-operacao-em-rio-branco-do-sul/