Acusado pela morte de coronel da PM é inocentado na Justiça por falta de provas

Um dos acusados pela morte do tenente-coronel da Polícia Militar, João Antônio Pazinatto, de 56 anos, foi inocentado no Tribunal do Júri de Curitiba na tarde desta quinta-feira (12). De acordo com o advogado Cláudio Dalledone Júnior, que representava Maikon Rubens Bonete Alves, a falta de provas por parte da acusação foi o motivo que levou à decisão do tribunal. Pazinatto foi assassinado em outubro de 2012 junto com a acompanhante, Débora Cristina Zavaski, de 30 anos, que era usuária de drogas.

Segundo Dalledone, o único fato do envolvimento de Pazinatto no caso era uma denúncia que não batia com as imagens registradas por uma câmera de segurança que filmou o local do crime. “A única coisa que pesava contra ele e fez com que ficasse preso tanto tempo era uma denúncia fantasiosa de alguém que esqueceu que ali tinham câmeras. As contradições da acusação deram uma tranquilidade para se chegar à decisão de inocência”, disse.

Pazinatto e Débora estavam em um carro no cruzamento das ruas Ada Macaggi e José Lins Rego, no Bairro Alto, quando outro veículo emparelhou e tiros foram disparados. Os dois morreram na hora e Maykon e Jefferson Bonete Alves foram presos pela Delegacia de Homicídios. Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por duplo homicídio duplamente qualificado. Apesar disso, a defesa acredita em absolvição. Após o crime e consequente exposição na mídia, o pai de Bonete foi assassinado com disparo de fuzil em Curitiba.

O irmão de Maykon, Jeferson Bonete Alves, segue preso pelo crime. “O julgamento será mais para frente. A acusação é feita pelo MP e sem assistente de acusação, já que as famílias da vítima não optaram por tê-lo”, explicou o advogado.

Erro

Segundo Dalledone, a Polícia Civil deveria rever os métodos de investigação a cada acusado que é inocentado. “Cada decisão dessa, mostra que alguém errou, então os inquéritos devem sempre ir até o fundo na investigação”, concluiu.

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa deve voltar a investigar o caso.

http://www.bandab.com.br/jornalismo/acusado-pela-morte-de-coronel-da-pm-e-inocentado-na-justica-por-falta-de-provas/

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